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Autismo: A Importância da Intervenção Multidisciplinar

Se tem um transtorno que ainda desafia a ciência é o Autismo. As causas ainda são mal definidas, mas já é comprovado que a genética tem um papel importante e que os métodos e diagnósticos disponíveis permitem identificar um número maior de casos. Atualmente, especialistas calculam que haja 1 caso para cada 100 pessoas.

Os autistas estão nas escolas, no trabalho e em vários locais. Eles possuem características e graus de comprometimento muito diferentes, mas fundamentalmente há um prejuízo na comunicação e na integração social. Outra particularidade dos autistas é a ausência ou o incômodo que se sente ao manter contato visual.

Eles vivem em um mundo metódico, em que as coisas não se modificam. Geralmente acordam na mesma hora, querem vestir as mesmas roupas, tomam café da mesma maneira, no mesmo prato e com a mesma xícara. Qualquer variação na rotina pode trazer um desconforto muito grande. Frequentemente são intolerantes a determinados sons.

Em lugares com muitas pessoas, sons, movimentos, olhares, falatórios podem provocar uma pane que deixa o autista inseguro e totalmente desorientado. Isso porque a rede de neurônios que coordena o cérebro, a comunicação e os contatos sociais se organiza de uma forma muito diferente. Essa forma inusitada de organização pode criar habilidades especiais e surpreendentes.  Muitos se destacam nas áreas de conhecimento que envolve cálculos matemáticos e físicos. Por outro lado, o autista geralmente apresenta dificuldade em perceber sutilezas de linguagem, gestos, emoções e intenções nas expressões faciais das pessoas. Eles levam tudo ao pé da letra.


Existem várias abordagens que podem ser utilizadas na estimulação de autistas, como por exemplo o ABA (Applied Behavior Analysis), o Son-rise, o Teacch (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children) e o PECS (Picture Exchange Communication System). Independentemente da linha escolhida, a intervenção multidisciplinar com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicopedagogos pode auxiliar muito. Entretanto é necessário que essa equipe trabalhe de forma alinhada à abordagem escolhida para que se tenha sucesso na intervenção e não confunda o paciente. De acordo com a Terapeuta Ocupacional da Neurofisio Intensiva, Raquel Henn, os pais também são importantes no processo de intervenção e devem seguir as mesmas diretrizes que são trabalhadas nas terapias. 
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